Você já percebeu que, mesmo com dezenas de candidatos qualificados, a maioria dos processos seletivos ainda não encontra quem de fato entrega o que a vaga exige? Por que, mesmo em empresas com RH experiente, algumas contratações acabam não entregando o resultado esperado poucos meses depois?
E mais: por que modelos tradicionais de seleção ainda prevalecem mesmo quando dados claros mostram que eles não são os melhores prognósticos de desempenho no trabalho?
Estas perguntas estão no centro de uma transformação que está redesenhando o recrutamento moderno: o recrutamento por habilidades, também chamado de skills-first hiring. A resposta não é apenas conceitual. Empresas estão avaliando modelos de seleção engessados, como diploma e tempo de experiência, porque eles não garantem capacidade de entrega no trabalho real.
Estudos e análises de consultorias globais mostram que há um novo caminho emergindo para organizações que querem competir por talento em um mundo onde a velocidade de mudança tecnológica e de mercado nunca foi tão acelerada.
Dados que comprovam a urgência do skills-first:
Pesquisas da McKinsey mostram que contratar com base nas habilidades dos candidatos prevê o desempenho no trabalho até cinco vezes melhor do que contratar apenas por educação formal e duas vezes melhor do que contratar apenas por experiência. Isso significa que avaliar o que o profissional realmente consegue fazer fornece uma medida muito mais confiável de sua capacidade de gerar resultados no cargo.
A Gartner reforça essa tendência com números expressivos. Uma pesquisa global feitas com líderes de RH indicou que 48% afirmaram que a demanda por novas habilidades evolui mais rápido do que os modelos tradicionais de gestão de talentos conseguem acompanhar. Além disso, profissionais contratados com base em promessa, ou seja, potencial combinado com habilidades essenciais, são 1,9 vezes mais propensos a ter desempenho efetivo do que aqueles contratados apenas por proficiência completa.
O Boston Consulting Group (BCG) confirma que a contratação por habilidades não compromete a performance: profissionais recrutados com base em skills apresentam taxas de promoção comparáveis às contratações tradicionais e retenção 9% maior na organização.
A adoção desse modelo cresce rapidamente. Estudos independentes indicam que, em 2024, 81% das empresas já aplicavam métodos de contratação orientados por habilidades, sendo 73% em 2023 e 56% em 2022. Esse crescimento mostra que o skills-first não é uma tendência passageira, mas uma estratégia consolidada no mundo corporativo.
As fronteiras do skills-first: performance, diversidade e cultura.
Um ponto central do recrutamento por habilidades é sua capacidade de abrir as portas para talentos antes excluídos por critérios rígidos. Quando vagas deixam de exigir somente o diploma como pré-requisito obrigatório, o leque de candidatos cresce e inclui perfis com formações alternativas, experiências híbridas e competências comprovadas em situações reais de trabalho.
Isso não apenas aumenta a diversidade de perspectivas no ambiente de trabalho, como também enriquece a cultura organizacional com perfis capazes de pensar de forma diferente, resolver problemas sob novas perspectivas e se adaptar rapidamente às mudanças. Empresas que priorizam habilidades em seus processos de seleção ganham acesso a talentos que costumam ser negligenciados precisamente por não se encaixarem nos filtros tradicionais de recrutamento.

Skills-First e confiança decisória no RH moderno:
No entanto, implantar uma estratégia de recrutamento baseada em habilidades envolve mais do que remover requisitos de diploma. A dificuldade real está em medir e comparar competências de forma objetiva, escalável e alinhada com o que o trabalho exige. É preciso saber identificar habilidades comportamentais, cognitivas e específicas da função, transformar esses atributos em critérios de avaliação e conectá-los ao desempenho real no dia a dia.los ao
Nesse contexto, ferramentas tradicionais de seleção, como entrevistas superficiais ou currículos extensos, não são suficientes. O RH precisa de instrumentos que traduzam o potencial humano em indicadores mensuráveis, capazes de antecipar a performance, prever comportamentos em situações de pressão e alinhar talentos às demandas estratégicas da organização.
Como conectar skills-first à prática do dia a dia com a Extended DISC BR®?
Para transformar a teoria em resultados concretos, é essencial que o recrutamento por habilidades seja sustentado por soluções que possam mapear o que o candidato realmente traz de valor e antecipar como isso se traduzirá em desempenho e adaptação ao contexto organizacional.
01. Análise de Perfil Comportamental: O primeiro passo para identificar habilidades é entender como as pessoas pensam, agem e interagem no ambiente de trabalho. A Análise de Perfil Comportamental da Extended DISC BR® fornece uma leitura precisa das preferências comportamentais. Por exemplo, quanto um candidato tende a ser orientado a resultados, como lida com pressão ou qual é seu estilo de comunicação. Essa avaliação permite que o RH alinhe expectativas de função com o modo de ser do candidato, reduzindo falhas de fit cultural e comportamental.
Ao contratar com foco em habilidades, saber como alguém se comporta na prática é tão essencial quanto saber o que essa pessoa sabe fazer. Esse tipo de insight aumenta a assertividade na seleção e coloca o RH no centro da estratégia de talentos.
02. Análise de Capacidade de Vendas: Em funções comerciais ou de impacto direto no negócio, avaliar a capacidade de vendas é avaliar habilidades específicas que muitas vezes não estão documentadas em diplomas ou histórico profissional. A Análise de Capacidade de Vendas da Extended DISC BR® quantifica competências como persuasão, foco em resultados, resiliência diante de objeções e conectividade com o cliente.
Esse tipo de avaliação permite identificar profissionais que, mesmo sem diploma tradicional em vendas, possuem habilidades comprovadas para gerar impacto real nos resultados da empresa. Em um modelo skills-first, isso amplia o pool de candidatos qualificados e melhora a qualidade das contratações.
03. Análise de Resolução de Problemas: Por fim, habilidades cognitivas aplicadas à resolução de problemas são um diferencial competitivo em qualquer função, desde posições estratégicas até operações táticas. A Análise de Resolução de Problemas da Extended DISC BR® avalia como o candidato analisa contextos complexos, prioriza informações e toma decisões, traduzindo raciocínio em performance real.
Na prática, isso significa que o RH deixa de confiar apenas em suposições para basear suas decisões em dados concretos sobre a capacidade de alguém lidar com desafios no trabalho. Essa abordagem reduz riscos, melhora a previsão de performance e alinha a contratação com metas organizacionais.
Conclusão: o recrutamento por habilidades não é o futuro, é o presente do RH.
Os dados mostram que organizações que adotam o skills-first estão conseguindo reduzir turnover, aumentar diversidade de talentos e prever desempenho com mais precisão do que por meio de modelos tradicionais. Para profissionais de recursos humanos que buscam resultados concretos e competitividade no mercado de trabalho, a mudança não é opcional: ela é estratégica, mensurável e orientada por dados.
Soluções como as da Extended DISC BR® transformam conceitos de habilidades em métricas reais, elevando o recrutamento do campo do instinto para o campo da ciência aplicada. Quando o foco do RH é saber o que o candidato é capaz de fazer e como ele vai performar no contexto da função, o impacto vai muito além da contratação, ele impulsiona a cultura, a performance e a capacidade de adaptação organizacional.
Contratar pelo que as pessoas podem fazer hoje e pelo que elas têm potencial para dominar amanhã não é apenas uma tática de RH. É uma vantagem competitiva sustentável.
Até a próxima,
O post Recrutamento por Habilidades: por que a era do skills-first está transformando o RH no Brasil e no mundo? apareceu primeiro em Extended DISC.